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Falta de estrutura ameaça crescimento da aviação

O setor de voos executivos somou 3.112 operações no primeiro semestre em Viracopos e teme perda de espaço

A aviação executiva registrou 3.112 movimentos, entre pousos e decolagens, no primeiro semestre deste ano no Aeroporto Internacional de Viracopos. O crescimento em relação aos seis meses iniciais de 2009 foi de 11%. O setor está em expansão no País e promove no próximo mês uma das maiores feiras do segmento no mundo: a Latin American Business Aviation Conference and Exhibition (Labace) 2010. O evento deve gerar US$ 500 milhões em negócios. Mas a ampliação das atividades das empresas que atuam com os voos executivos está ameaçada pela falta de infraestrutura dos aeroportos brasileiros e pela possibilidade de perder espaço nos terminais centrais.

 

A ausência de políticas públicas focadas na aviação geral e de regulamentação do setor preocupam os dirigentes da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Em entrevista de apresentação da Labace 2010 ontem, em São Paulo, a diretoria da entidade afirmou que quase nada foi realizado em infraestrutura aeroportuária. Os executivos criticaram a proposta do governo federal para a retirada da aviação executiva dos aeroportos centrais, como uma das formas de desafogar os terminais mais congestionados. O tema foi apontado como uma das soluções pela consultoria McKinsey & Company, que elaborou um estudo acerca do setor aeroportuário brasileiro a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Os empresários se propõem a investir em um aeroporto particular para os voos do segmento na Grande São Paulo, mas acreditam que é necessário manter uma integração dos voos executivos e de passageiros nos grandes terminais. A direção da Abag sustentou a posição, justificando a importância da aviação geral para o desenvolvimento do País. “O Brasil tem dimensões continentais, e os voos regulares atendem apenas 130 municípios brasileiros. O País tem mais de 5.564 cidades, e a aviação geral chega a 75% desse total”, disse o presidente do Conselho de Administração da entidade, Francisco de Assis Souza Campos Lyra.

 

Ele salientou que, hoje, a aviação geral é relevante para a ampliação dos investimentos produtivos pelo País. “O setor é maltratado por um preconceito de que atende apenas milionários, mas a verdade é que as empresas utilizam esse meio de transporte para realizar negócios. Os voos executivos são impulsionadores do desenvolvimento do Brasil.” Lyra salientou que foi muito importante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ter fomentado a democratização do transporte de passageiros no País, fato que possibilitou às classes C e D viajarem de avião. Porém, o crescimento acelerou a crise da infraestrutura aeroportuária. “Os gargalos apareceram rapidamente.”

Adriana Leite (aleite@rac.com.br)

Da Agência Anhangüera

http://cosmo.uol.com.br/noticia/58977/2010-07-28/falta-de-estrutura-ameaca-crescimento-da-aviacao.html

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