Inspeção em Vôo afere equipamentos de Navegação
Fonte: CECOMSAR, com informações do DECEA |
Para gerir o espaço aéreo brasileiro com segurança e eficácia, o DECEA precisa manter aferidos e operando seus equipamentos de auxílios a navegação aérea, aproximação e pouso.
Jatos Hawker EU93A de alta performance e aviões Bandeirante são empregados hoje pelo GEIV na atividade de inspeção em voo e aferição de todos os auxílios à navegação instalados no Brasil.
O GEIV voa todo ano, praticamente todos os dias, inspecionando periodicamente equipamentos de comunicação, de trajetória de aproximação visual (VASIS/AVASIS), de trajetória de aproximação de precisão (PAPIS), de recalada (VHF-DF), omnidirecionais em VHF (VOR), medidores de distância (DME),
além de aferir sistemas de pouso por instrumentos (ILS), sistemas de luzes de aproximação (ALS), radiofaróis não direcionais (NDB), radares (primário e secundário) e radares de aproximação de precisão (PAR), perfazendo um total
de aproximadamente 900 equipamentos de auxílio à navegação aérea.
Laboratório voador
Uma aeronave de inspeção em voo é um avião aparentemente comum, só que em seu interior há um laboratório eletrônico para aferição
de equipamentos que auxiliam a navegação aérea. A tripulação é composta por profissionais de alta qualificação, com curso específico
e treinamento adequado ao exercício dessa atividade.
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Jato Hawker EU93A
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A missão é realizada até hoje pelo Grupo Especial de Ensaio em Voo (GEIV) unidade pertencente ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). A unidade também realiza inspeções em voo, eventualmente, em outros países da América do Sul, por meio de contratos firmados internacionalmente.
Atualmente, devido à crescente incidência de interferências nas faixas de freqüência dos serviços aeronáuticos, a unidade também atua
na a monitoração, identificação
e localização dessas interferências nas faixas de freqüência utilizadas pela aviação brasileira. |
Primeiro voo de inspeção aconteceu faz 51 anos
O Brasil vivia o ápice desenvolvimentista dos anos JK. A seleção brasileira era campeã mundial. No pós-guerra,
era intenso o crescimento da aviação comercial no país. Nesse cenário, decolava do Rio de Janeiro uma aeronave DC-3 da Força Aérea Brasileira (FAB), prefixo 2065, na verdade, um avião-laboratório que iniciaria de modo pioneiro a atividade de inspeção em voo na América Latina.
O dia é 21 de fevereiro de 1959. A bordo do EC-47 seguia a primeira inspeção em voo tripulada e chefiada por brasileiros.
História - Nos anos 50, o então Ministério da Aeronáutica negociou com os EUA a transferência de conhecimento e tecnologia para a implantação de equipamentos de auxílio à navegação aérea para o Brasil e execução da atividade de inspeção em voo. Como a aparelhagem ainda era muito recente
e desconhecida, foi preciso providenciar assistência técnica, apoio para instalações dos aparelhos e treinamento de pessoal especializado
para
as manutenções necessárias.
Em julho de 1955, o governo brasileiro assinou o acordo que daria origem ao embrião do Projeto CONTRAF (Controle de Tráfego Aéreo). De 57 a 58, oficiais e civis brasileiros foram enviados aos EUA para formação de |

EC-47
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técnicos e pilotos-inspetores, que integrariam a primeira tripulação operacional brasileira para a atividade.
Fonte: CECOMSAR, com informações do DECEA |